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Entre os dias 30 de março e 4 de abril,32 jovens da Paróquia Nossa Senhora da Boavista, Porto, estiveram em Sobrosa, na Quinta do Monte, em mais um Campo de férias. Os jovens fazem parte dos grupos de jovens da Paróquia. O Campo de férias é um tempo de reflexão, formação, partilha e convívio. Este Campo de férias de Páscoa tinha como tema: “Santidade desconcertante”. Foram acompanhados pelo Pe. Feliciano Garcês, Vigário paroquial.
A vida de todos os cristãos é um caminho de santidade. O apelo de Jesus, após as bem-aventuranças: “sede perfeitos como o vosso Pai do céu é perfeito” devia estar bem presente na vida de todos nós. Porém a palavra santidade assusta, achamos que não é para nós, é só para alguns privilegiados que receberam muitas graças da parte de Deus. Ao longo destes dias procuramos refletir sobre a santidade, dedicando a cada dia um aspeto da vivência cristã que nos pode ajudar a caminhar na santidade: despreendimento, comunidade, oração, esmola (partilha) e jejum. Assim, no primeiro dia libertamo-nos de tudo o que tínhamos nas nossas mochilas e não era assim tão essencial. Depois de mochila às costas caminhamos para o local do Campo. No domingo juntamo-nos à comunidade cristã de Sobrosa e juntamente com eles celebramos o domingo de ramos, cantamos, rezamos, sentimo-nos comunidade. Estamos gratos pelo acolhimento que nos dispensaram, sentimo-nos verdadeiramente membros de uma Igreja. De tarde percorremos algumas ruas de Sobrosa, de casa em casa, pedindo bens para depois partilhar com os mais pobres de Sobrosa. Foi um momento forte, a generosidade das pessoas das casas onde fomos deixou-nos impressionados. No dia seguinte fomos visitar o Lar de Sobrosa, mais uma vez um acolhimento excelente. Não é fácil dar-se, é mais fácil dar. À noite fomos participar e animar a missa paroquial.
A terça-feira foi um dia diferente. A início assustou: um dia de silêncio. Foi um dia de reflexão individual a partir da vida de um santo. Afinal ser santo é possível, basta viver na alegria e fazer bem todas as coisas. Terminamos o dia recriando a ceia pascal, fazendo a via-sacra encenada por todos os jovens e com a participação de algumas pessoas vizinhas da quinta onde estávamos e encerramos com a celebração da missa.
No último dia, que chegou depressa, podemos partilhar muitas das nossas dúvidas e inquietações, fizemos o compromisso para levar para a nossa vida e avaliamos estes dias que passamos juntos. Depois de tudo arrumar voltamos para a nossa vida conscientes que para se ser santo basta fazer bem todas as coisas, não é fazer coisas extraordinárias, mas tornar extraordinários os acontecimentos banais. A santidade não devia ser a exceção na vida cristã, mas o empenho de todos nós, os batizados.
Gostaríamos de deixar um agradecimento sincero aos donos da Quinta do Monte, que disponibilizaram a quinta para nos alojarmos e usarmos os espaços envolventes à casa. Ao Pe. João de Deus, à direção do Lar de Sobrosa e por fim a todos os habitantes desta terra que tão bem nos recebeu. Que Jesus Ressuscitado vos recompense.
Pe. Feliciano Garcês, scj
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