Grupo de Acolhimento


Entre os ministérios que o Missal enumera, existem também, «aqueles que, em certas regiões, são encarregados de receber os fiéis à porta da igreja, de os conduzir aos seus lugares e de ordenar as suas procissões» (IGMR 105). É um serviço que os leigos podem prestar à comunidade.

Acolher e orientar os novos, atender de modo particular aos idosos e às crianças, prover de livros ou cantorais e organizar as várias procissões, pode ser uma ajuda útil em algumas circunstâncias, tanto a pessoas conhecidas como a turistas ou transeuntes. Nas Constituições Apostólicas, II, 58, indicava-se a estes ministros que atendessem de modo particular aos pobres e idosos que vinham à celebração. É um ministério que visibiliza o acolhimento por parte de Cristo e de toda a comunidade.

Em alguns ambientes e ocasiões, realiza este ministério o próprio presidente, manifestando já, ao princípio ou no final da celebração, a sua condição de representante e sinal de Cristo. Mas aqui sobretudo fala-se de leigos que podem contribuir para que todos sintam que entram «na sua casa», que não são forasteiros na celebração, tanto da Eucaristia dominical como de outras mais ocasionais.

Grupo de Apoio à Terceira Idade


O Grupo de Apoio à Terceira Idade visita os doentes e idosos que estão em casa, muitas vezes, sós e sem que ninguém os visite. É um Grupo formado por várias pessoas que disponibilizam o seu tempo para estar com os outros. Se por um lado está atento às necessidades básicas das pessoas, ou seja, a alimentação, a habitação e a saúde, não tem também esquecido a vertente social de quem os procura. O convite estende-se a todos aqueles que fazem parte desta comunidade. Não podemos ficar indiferentes ao irmão que sofre. Se quer ser visitado(a), ou se conhece alguém que gostaria de ter visitas, entre em contato com a Paróquia.

Grupo de Escoteiros


Os Escoteiros de Portugal são uma associação educativa para jovens, sem fins lucrativos, reconhecida de utilidade pública. São os fundadores do Escotismo Português e a mais antiga organização juvenil portuguesa, representando em Portugal, o escotismo aberto a todos - independente, interconfessional e multiétnico.

Os Escoteiros de Portugal são a segunda maior organização juvenil portuguesa e contam com mais de 13 mil jovens em cerca de 150 unidades locais espalhadas por todo o Continente e Regiões Autónomas. Mais de 300 mil pessoas já foram escoteiras em Portugal.

Os Escoteiros de Portugal são membros fundadores da Federação Escotista de Portugal, que é composta pelas duas únicas associações escotistas nacionais reconhecidas internacionalmente e estão inseridos no maior movimento para jovens de todo o mundo, através da Organização Mundial do Movimento Escotista (WOSM), que congrega mais de 30 milhões de escoteiros, jovens e adultos, rapazes e raparigas, em 216 países e territórios.

Enquadram-se nas suas atividades e no método de educação não formal que utiliza, a proteção e o contacto com a natureza, a educação ambiental, a intervenção social, a cooperação para o desenvolvimento, a promoção para o voluntariado social, a educação para a paz, a cultura, o desporto, a educação para a saúde e a formação de adultos.

Fonte: www.escoteiros.pt

Grupos Corais


O canto é um dos elementos mais importantes da celebração litúrgica. O canto exprime e realiza as nossas atitudes interiores. Não só exprime, como, em certa medida, realiza os sentimentos interiores de louvor, adoração, alegria, dor, súplica. «A celebração do Ofício divino com canto é a forma mais condizente com a natureza desta oração. Além disso, ela marca também uma solenidade mais completa, ao mesmo tempo que traduz uma união profunda dos corações no canto dos louvores de Deus. Por isso, vivamente se recomenda àqueles que celebram o Ofício divino no coro ou nas comunidades» (IGLH 268).

O canto fomenta a unidade e exprime os sentimentos comunitários: pode-se dizer que o canto faz comunidade. Além disso, cria um clima mais solene e festivo na oração: «nada mais festivo e mais desejável, nas ações sagradas do que uma assembleia que, toda inteira, expressa a sua fé e a sua piedade por meio do canto» (MS 16

O canto tem, na Liturgia, uma função ministerial: não é como um concerto, em que se canta pelo canto em si e pelo seu prazer artístico. Aqui, o canto ajuda, sobretudo, a que a comunidade entre mais em sintonia com o mistério que celebra. Ao mesmo tempo, cria um clima de união comunitária e festiva, ajuda pedagogicamente a exprimir a nossa participação no mais profundo da celebração.

Assim, o canto converte-se em «sacramento», tanto do que nós sentimos e queremos dizer a Deus, como da graça salvadora que nos vem dele. Segundo o Catecismo, «o canto e a música desempenham a sua função de sinais, dum modo tanto mais significativo, quanto “mais intimamente estiverem unidos à ação litúrgica”, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o carácter solene da celebração. Participam, assim, da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis» (CIC 1157).


Grupos Corais da Paróquia

Coro dos Jovens
Anima a eucaristia das 19:00 de sábado. Grupo essencialmente constituído por jovens e adolescentes desta paróquia. O ensaio tem lugar, habitualmente, uma hora antes da eucaristia.
Coro da Catequese
Anima a eucaristia dominical das 10:45. É constituído por catequistas, pais e crianças.
Coro Cantate Domino
Constituído por elementos das mais variadas faixas etárias, anima a eucaristia dominical das 12:00 na paróquia. O ensaio é, habitualmente à quarta-feira.
CNSB
Grupo que anima a celebração dominical das 13h. Neste momento é constituído por um corista e um organista. O objetivo principal será despertar o interesse pela música litúrgica na comunidade, de forma a aumentar o número de coristas para poderem mais ativamente participar na eucaristia e, assim, unir toda a assembleia em cânticos de louvor ao Senhor.
Coro Kyrios
Constituído por elementos de diferentes faixas etárias, anima a eucaristia dominical das 19:00 na paróquia.
GRUPO CORAL DA IGREJA DOS PASTORINHOS
Este grupo anima as missas das 18h00m de sábado e das 09h30m de domingo na Igreja dos Pastorinhos, em Francos. Habitualmente, os ensaios são de 15 em 15 dias, às quintas-feiras e, também, uma hora antes da eucaristia de sábado.

História


A presença dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) no Porto e arredores não se limitou à pastoral das vocações - seminários e promoção vocacional -, mas depressa abarcou outros ramos da pastoral, de que sobressai a paróquia, nascida à sombra do primitivo seminário da Rua Azevedo Coutinho e amadurecida na atual paróquia de Nossa Senhora da Boavista.

Aberto o seminário, em 1958, na creche da fábrica da Sociedade William Graham da Rua Azevedo Coutinho, a sua capela, feita oratório público, passa a acolher a população local para os atos de culto, nomeadamente Missa e práticas devocionais; a área pertencia então à paróquia de Ramalde. O seminário amplia-se, desdobra-se e, em 1968, transfere o 1º ciclo para o novo edifício da Portelinha (Gondomar). Três anos mais tarde, em 1971, também o 2º ciclo para lá se transfere, ficando no edifício da Rua Azevedo Coutinho apenas a comunidade religiosa, encarregada, entre as demais atividades, da assistência religiosa à área circunstante, onde a dita Sociedade está a construir um moderno e modelar complexo urbanístico - o Parque Residencial da Boavista - que, entre outras valências, teria também uma igreja com respetivas estruturas logísticas. Os Dehonianos já haviam acolhido a proposta do então Administrador Apostólico da diocese de assumirem a futura paróquia, a que se entendia dar o nome do Santo Condestável.

Havia agora que levar a Sociedade a definir o terreno destinado à igreja e a fazer a passagem deste para a diocese, garantindo os direitos de propriedade que a Congregação já ali tinha. Papel relevante nas negociações com a Sociedade e, depois, na concretização do inteiro projeto paroquial, teve o Padre Júlio Carrara, que desde 1965 até à data, membro da comunidade religiosa da Rua Azevedo Coutinho, e com funções de Superior Delegado e Conselheiro Provincial nos difíceis anos de negociação para definir e pôr as bases da nova obra. A Sociedade cederia o terreno só depois de concluído o projeto, que lentamente iam traçando os seus arquitetos, alheios às novas exigências conciliares.

Em 1973 é criada a paróquia experimental intitulada de Nossa Senhora da Boavista, com a fixação dos limites territoriais, que são os atuais, já então incluindo, o Bairro de Francos. Todavia, a aprovação definitiva da Paróquia só será declarada a 30 de Maio de 2011, por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto.

As turbulências socioeconómicas do pós-25 de Abril viriam criar dificuldades à Sociedade William Graham, comprometendo as promessas feitas e as esperanças da jovem paróquia.

Três foram as fases no capítulo da construção material. Numa primeira, construiu-se a igreja, com bênção da primeira pedra em dezembro de 1977 e inauguração a 31 de maio de 1981 por D. António Ferreira Gomes. O edifício do seminário continuaria, entretanto, a as¬segurar alguns serviços paroquiais. Veio, depois, a se¬gunda fase: a construção da primeira parte do Centro Social Paroquial, com a bênção da primeira pedra a 31 de maio de 1986 e inauguração a 25 de maio de 1991. Era um edifício moderno, de rés-do-chão e primeiro andar, ao lado do velho seminário que continuava de pé.

Destinava-se ao acolhimento de jovens e idosos, com um centro de dia para a terceira idade, um centro de apoio para jovens com espaço para ocupação de tempos livres e salas de catequese, um salão polivalente para atividades várias (ginástica, festas, palestras e exposições...) e um centro de enfermagem assegurado pelo voluntariado da paróquia. Em 1995 passava-se à terceira fase, que comportaria a demo¬lição do antigo seminário, para dar lugar a um outro edifício com novas estruturas e serviços, incluindo a residência e o cartório paroquiais e mais salas. Este novo edifício, que completava o Centro Social, foi inaugurado a 31 de maio de 1997. Tem quatro pisos: no subterrâneo existe um salão para exposições e atividades várias, com um espaço de convívio para os mais jovens; no rés-do-chão estão os gabinetes de trabalho dos padres, a secretaria paroquial e uma sala polivalente; no primeiro andar, salas para atividades da paróquia e, no último, a residência paroquial.

No território da paróquia há um bairro popular - o Bairro de Francos -, onde desde há muitos anos se celebra o culto e inclusive se presta um serviço social à população local. Quando os Dehonianos assumiram a paróquia, já lá funcionava, além de uma escola primária, uma obra social: um "patronato de meninas", orientada por uma Congregação religiosa feminina. Depressa aberto a ambos os sexos, a outras idades e a outras valências - biblioteca, escola de alfabetização e de costura, centro de convívio -, tornar-se-ia um pólo muito frequentado, onde inclusive se celebrava o culto religioso. Também para ele foram as atenções e cuidados do pároco e comunidade paroquial. Deixada a escola e obtido da Câmara um terreno para a construção de uma futura igreja, nele se construíram pre¬fabricados: um para o culto religioso, outro para acolhimento de idosos, e não só, e um outro para jovens, tipo ATL. Em 2011-2012, foi finalmente construída a igreja com lotação para 200 pessoas sentadas. A Igreja dos Pastorinhos foi solenemente dedicada a 17 de Junho de 2012 por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto. Em 30 de Setembro deste mesmo ano dá-se a tomada de posse do novo Pároco, o Pe Feliciano de Sousa Moreira Garcês e do Vigário Paroquial Pe José Nélio da Silva Gouveia.

A paróquia da Boavista do Porto, na sua dupla valência religiosa e social, reflete bem o carisma dehoniano, que procura instaurar o "Reino do Coração de Jesus nas almas e na sociedade".