1.º Domingo: A nossa Casa

Neste 1.º Domingo da Quaresma, a cena bíblica da Aliança com Noé mostra-nos como tudo está interligado, o cuidado da Terra e o cuidado dos irmãos (cf. LS 70).

O número 40, o mesmo dos dias do dilúvio, é o algarismo bíblico da penitência e da conversão, da prova e da suspensão da normalidade, com vista a um novo início. Assim é na Quaresma. O pico europeu da primeira onda da pandemia coincidiu com o período litúrgico da Quaresma. Vamos atravessar a Quaresma de 2021 em clima de confinamento ou, pelo menos, de grandes restrições por causa da pandemia. Nesta coincidência, a Aliança com Noé, que põe a salvo a sua família, dentro da sua arca, sugere-nos a ideia de que também nós devemos cuidar da nossa Casa, da nossa casa familiar como abrigo, como refúgio, como lugar de salvação, para a preservação do mundo. O apelo “fique em casa” do tempo de confinamento pode ser vivido como experiência de preservação da nossa vida e da vida dos irmãos. É também, a partir da vida em nossa casa, que podemos aprender a cuidar da Casa comum, que é o nosso mundo.
 
 

“Na família, cultivam-se os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida, como, por exemplo, o uso correto das coisas, a ordem e a limpeza, o respeito pelo ecossistema local e a proteção de todas as criaturas. A família é o lugar da formação integral, onde se desenvolvem os distintos aspetos, intimamente relacionados entre si, do amadurecimento pessoal” (LS 213).

Como cuidar da Casa comum, a partir da nossa Casa familiar, promovendo uma aliança entre a humanidade e o ambiente (cf. LS 209-215)?

O Papa recorda-o na Encíclica Laudato Si’, de forma muito concreta: “evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias… Tudo isto faz parte duma criatividade generosa e dignificante, que põe a descoberto o melhor do ser humano” (LS 211).

Em casa e em família podemos realizar gestos significativos do cuidado da nossa casa familiar, da nossa Casa comum, tais como:
  • Celebrar a oração em família proposta e/ou adaptada.
  • Colocar no cantinho da oração um globo terrestre ou um vaso com uma semente, deixando-a germinar na Páscoa.
  • Elaborar um plano de privação (de jejum e abstinência), de modo a desenvolver hábitos de maior sobriedade e simplicidade, no consumo de comida, gás, luz, etc.
  • Plantar uma árvore, cuidar das plantas.

1º Domingo da Quaresma
(no cantinho de oração)

Introdução
Guia: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação
Sugerimos a recitação alternada, entre os membros da família (por ex., pais e filhos, etc.)

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.

Orientai os humildes na justiça
e dai-lhes a conhecer a vossa aliança.

G. Escutemos agora a Leitura do Livro do Génesis (Gn 9,8-15).
Deus disse a Noé e a seus filhos: «Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra. Palavra do Senhor.

Reflexão
Onde for possível, os filhos perguntam e os pais respondem.

– A que acontecimento bíblico se refere este texto?
O texto refere-se ao final do dilúvio do qual só se salvou a família de Noé, «confinada» numa arca que foi a sua casa durante 40 dias. (Pode contar a história…)

– Com quem e porquê Deus estabeleceu uma aliança?
Deus celebrou a aliança com toda a humanidade e com toda a criação. Uma aliança de paz simbolizada no arco-íris. Uma aliança que recorda o amor de Deus e convida o ser humano a acolher esse amor e a participar no Seu projeto: a recriação de uma «Nova Humanidade» enraizada n’Ele, onde reine o amor, a justiça, a vida em plenitude…

– Que representa a arca?
A arca permite à família de Noé «ficar de fora do modelo de vida violento e irresponsável dos seus contemporâneos».

– Que significado têm para a nossa família essa Arca e essa antiga Aliança, nestes tempos difíceis de confinamento?
Dialogar… (Como acolhemos o amor de Deus na nossa casa – a nossa «Arca» –, onde estamos de quarentena e nos abrigamos dos perigos de contágio da pandemia? Como participamos no Seu projeto? Como queremos viver esta outra «quarentena» que é a Quaresma?)

Louvor e gratidão
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus um louvor, um agradecimento pelo Seu amor e pela Sua presença, pela beleza e riqueza do universo, pela vida da família… Após duas expressões de gratidão todos respondem: Pai, obrigado pelo vosso amor para connosco.

– Pai, obrigado por…

Preces, Súplica
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus uma súplica recordando as necessidades da Igreja, dos seres humanos, do planeta, da família… Após duas expressões de súplica todos respondem: Pai, abençoai-nos e orientai o nosso coração e as nossas ações.

– Pai, pedimos por…

G. Porque desejamos acolher o Deus que nos liberta e nos preparar para a Celebração da Páscoa, rezemos: Pai Nosso…

Atividade
1. Preparar o cantinho da oração. Fazer e colocar lá uma arca e uma cruz. Dentro da arca, o rolo correspondente a esta semana (folha de papel onde tem escrito: A nossa casa, aliança entre a humanidade e o ambiente).
2. Escolher um objeto que simbolize o tesouro da semana e colocá-lo junto da arca, no cantinho da oração (propõe-se colocar um globo ou um vaso com sementes).

Bênção
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen..
 
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Caminhada da Quaresma à Páscoa de 2021

A Diocese do Porto deseja percorrer, em família e com as famílias, o seu caminho para a Páscoa de 2021. Com as restrições da pandemia, é sobretudo na casa de cada família, que o queremos fazer. Se o fizermos todos juntos, sentiremos como cada comunidade cristã, apesar da dispersão, não deixará de viver e de crescer como uma verdadeira família de famílias. Convidamos, pois, cada família a tornar-se verdadeira e pequenina igreja doméstica, lugar onde, todos juntos, se sentem todos importantes, todos a cuidar de todos, todos unidos em oração, por uma Aliança de amor divino, que nos abarca e abraça a todos.
 
O que nos é sugerido?

1. Criemos em casa um cantinho de oração. Em cada domingo ser-nos-á proposto um tempo de oração, para uma Liturgia Familiar.

2. Coloquemos lá, no cantinho de oração, e para começar, além da Cruz, uma arca: lembra a arca da Aliança, que podemos construir aproveitando materiais variados (caixas de vinho, caixas de sapatos, guarda-joias etc).


3.
Nesta caminhada, recordaremos, a partir da Liturgia da Palavra, as grandes etapas desta Aliança, desde as origens da história da salvação até Jesus.

4. Dentro da arca, coloquemos pequeninos rolinhos de papel, onde está inscrito o tesouro de cada Domingo da Quaresma ou de cada um dos dias do Tríduo Pascal.

5. Em cada Domingo, em família escolhemos um objeto associado ao tesouro da semana e colocá-lo-emos junto da arca, no cantinho da oração. Daremos semana a semana algumas sugestões.

6. Além da oração e de algum gesto simbólico, em cada semana são-nos propostas algumas atitudes que nos ajudem a viver todos juntos em Aliança. Iremos propondo, semana a semana, atitudes concretas.

7. Desde o primeiro domingo, podemos elaborar um plano de privação (de jejum e abstinência), cuja poupança reverta para alguma obra boa (social, cultural ou espiritual) ou para o contributo penitencial proposto pela Diocese.

8. Enquanto tal não for possível participar presencialmente na Eucaristia, podemos e devemos santificar sempre o Domingo, com algum momento de oração, de celebração da liturgia familiar, de realização de obras de caridade. Podemos também acompanhar a transmissão da celebração da Eucaristia, pelo Facebook da paróquia.

O mais importante é caminharmos juntos, em direção à Páscoa, para que a nossa Aliança com Deus se renove, a partir de um coração novo, de uma vida nova, de famílias novas, esperança de um mundo renovado.

 
Unidos como família cristã
Pe. Feliciano Garcês
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Obrigado


Viver um momento de morte, de alguém tão próximo como a mãe, leva-nos a reviver e recordar tantos momentos que estavam “esquecidos”. A memória guarda o que aconteceu de bom naqueles que morrem, o que fizeram por nós e pelos outros. A morte de uma mãe desperta-nos para as pequenas e escondidas forças do ser humano, sinais de amor, entrega, serviço e doação. A morte é sempre vivida por quem continua vivo. É uma experiência misteriosa, marcada pela dor de uma ausência e de uma partida sem retorno. Viver a morte de alguém que amamos, agora ausente, abre-nos as portas do coração aos outros que estão presentes. Ajuda-nos a agarrar a vida com mais força e empenho, mas ao mesmo tempo, levam-nos a abrir as mãos para os deixar partir, nunca foram ou são propriedade nossa.

A dor da perda abre-nos caminhos novos, por onde serenamente, se revelam sinais de esperança.

Obrigado a todos os que nos acompanharam neste momento de dor, assim nos testemunham que é sempre de amor e de vida que falamos quando confrontados com a morte.

Pe. Feliciano e família.

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Oração para o XXIX Dia Mundial do Doente


«Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos» (Mt 23,8)

A relação de confiança na base do cuidado dos doentes
Pai santo, nós somos teus filhos.
Conhecemos o teu amor por cada um de nós
e por toda a humanidade.
Ajuda-nos a permanecer na tua luz,
para crescermos no amor recíproco,
e a fazermo-nos próximos
de quem sofre no corpo e no espírito.
Jesus Filho amado, verdadeiro homem e verdadeiro Deus,
és o nosso único Mestre.
Ensina-nos a caminhar na esperança.
Faz-nos aprender contigo, sobretudo na doença,
a acolher a fragilidade da vida.
Dá-nos a tua paz para os nossos medos,
o teu conforto para os nossos sofrimentos.
Espírito consolador,
os teus frutos são a paz, a humildade e a benevolência.
Alivia a humanidade aflita por esta pandemia.
Trata com o teu amor as relações feridas,
dá-nos o perdão recíproco,
converte os nossos corações
para que saibamos cuidar uns dos outros.
Maria, testemunha da esperança ao pé da cruz, ora por nós.

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Mensagem do Papa Francisco para o XXIX dia Mundial do Doente

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração do XXIX Dia Mundial do Doente, 11 de fevereiro de 2021, memória de Nossa Senhora de Lurdes, é momento propício para prestar uma atenção especial às pessoas doentes e a quantos as assistem, quer nos centros de saúde quer no seio das famílias e das comunidades. Penso de modo particular nas pessoas que sofrem em todo o mundo os efeitos da pandemia do coronavírus. A todos, especialmente aos mais pobres e marginalizados, expresso a minha proximidade espiritual, assegurando a solicitude e o afeto da Igreja.

1. O tema deste Dia inspira-se no trecho evangélico em que Jesus critica a hipocrisia de quantos dizem mas não fazem (cf. Mt 23,1-12). Quando a fé fica reduzida a exercícios verbais estéreis, sem se envolver na história e nas necessidades do outro, então falha a coerência entre o credo que se professa e a vida real. O risco é grave; por isso Jesus usa expressões fortes, para acautelar do perigo de derrapagem na idolatria de si mesmo, e afirma: «Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos» (v. 8).

Esta crítica feita por Jesus àqueles que «dizem e não fazem» (v. 3) é sempre salutar para todos, pois ninguém está imune do mal da hipocrisia, um mal muito grave, cujo efeito é impedir-nos de desabrochar como filhos do único Pai, chamados a viver uma fraternidade universal.

Diante da condição de necessidade do irmão e da irmã, Jesus apresenta um modelo de comportamento totalmente oposto à hipocrisia: propõe deter-se, escutar, estabelecer uma relação direta e pessoal, sentir empatia e enternecimento, deixar-se comover pelo seu sofrimento até se encarregar dele, servindo-o (cf. Lc 10,30-35).

2. A experiência da doença faz-nos sentir a nossa vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, a necessidade inata do outro. Torna ainda mais nítida a nossa condição de criaturas, experimentando de maneira evidente a nossa dependência de Deus. De facto, quando estamos doentes, a incerteza, o temor e, por vezes, o pavor impregnam a mente e o coração; encontramo-nos numa situação de impotência, porque a saúde não depende das nossas capacidades nem do nosso afã (cf. Mt 6,27).

A doença impõe uma pergunta sobre o sentido que, na fé, se dirige a Deus. Uma pergunta que procura um significado novo e uma nova direção para a existência e que, por vezes, pode não encontrar imediatamente uma resposta. Os próprios amigos e familiares nem sempre são capazes de nos ajudar nesta procura desgastante.

A este respeito, é emblemática a figura bíblica de Job. A esposa e os amigos não conseguem acompanhá-lo na sua desventura; até o acusam, aumentando nele a solidão e o desorientamento. Job cai num estado de abandono e de incompreensão. Mas é precisamente através desta fragilidade extrema, rejeitando toda a hipocrisia e escolhendo o caminho da sinceridade para com Deus e os outros, que faz chegar com insistência o seu grito a Deus que acaba por responder-lhe, abrindo um novo horizonte. Confirma que o seu sofrimento não é uma punição ou um castigo, nem mesmo um estado de distanciamento de Deus ou um sinal da sua indiferença. Assim, do coração ferido e reparado de Job, brota aquela vibrante e comovente declaração ao Senhor: «Só Vos conhecia por ouvir falar de Vós, mas agora já Vos viram os meus próprios olhos» (Job 42,5).

3. A doença tem sempre um rosto, e até mais que um: o rosto de cada pessoa doente, mesmo daquelas que se sentem ignoradas, excluídas, vítimas de injustiças sociais que lhes negam direitos essenciais (cf. Encíclica Fratelli tutti, 22). A atual pandemia pôs em evidência muitas insuficiências dos sistemas de saúde e carências na assistência às pessoas doentes. Aos idosos, aos mais frágeis e vulneráveis, nem sempre é garantido o acesso aos cuidados médicos, ou não o é sempre de forma equitativa. Isto depende das opções políticas, do modo de administrar os recursos e do empenho de quantos revestem funções de responsabilidade. Investir recursos nos cuidados e na assistência às pessoas doentes é uma prioridade ditada pelo princípio de que a saúde é um bem comum primário. Ao mesmo tempo, a pandemia pôs também em evidência a dedicação e generosidade de profissionais de saúde, voluntários, trabalhadores e trabalhadoras, sacerdotes, religiosos e religiosas que, com profissionalismo, abnegação, sentido de responsabilidade e amor ao próximo, ajudaram, trataram, confortaram e serviram tantos doentes e os seus familiares. Uma série silenciosa de homens e mulheres que optaram por olhar para aqueles rostos, ocupando-se das feridas de pacientes que sentiam como próximos em virtude da pertença comum à família humana.

Com efeito, a proximidade é um bálsamo precioso, que dá apoio e consolação a quem sofre na doença. Enquanto cristãos, vivemos uma tal proximidade como expressão do amor de Jesus Cristo, o bom Samaritano, que com compaixão Se fez próximo de todo o ser humano, ferido pelo pecado. Unidos a Ele pela ação do Espírito Santo, somos chamados a ser misericordiosos como o Pai e a amar, de modo especial, os irmãos doentes, frágeis e atribulados (cf. Jo 13,34-35). E vivemos esta proximidade pessoalmente, mas também de forma comunitária: na realidade, o amor fraterno em Cristo gera uma comunidade capaz de curar, que não abandona ninguém, que inclui e acolhe sobretudo os mais frágeis.

A propósito, quero recordar a importância da solidariedade fraterna, que se manifesta concretamente no serviço, podendo assumir formas muito diferentes, mas todas elas tendentes a apoiar o próximo. «Servir significa cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo» (Homilia em Havana, 20 de setembro de 2015). Neste compromisso, cada um é capaz «de pôr de lado as suas exigências e expectativas, os seus desejos de omnipotência, diante do olhar concreto dos mais frágeis […]. O serviço olha sempre o rosto do irmão, toca a sua carne, sente a sua proximidade até, em alguns casos, a “sofrer”, e procura a promoção do irmão. Por isso, o serviço nunca é ideológico, já que não servimos ideias, mas pessoas» (ibid.).

4. Para que haja uma boa terapêutica é decisivo o aspeto relacional, através do qual se pode conseguir uma abordagem holística da pessoa doente. A valorização deste aspeto ajuda também os médicos, enfermeiros, profissionais e voluntários a ocuparem-se daqueles que sofrem para os acompanhar ao longo do itinerário de cura, graças a uma relação interpessoal de confiança (cf. Nova Carta dos Agentes de Saúde, [2016], 4). Trata-se, pois, de estabelecer um pacto entre as pessoas carecidas de cuidados e aqueles que as tratam; um pacto baseado na confiança e no respeito mútuos, na sinceridade, na disponibilidade, de modo a superar toda e qualquer barreira defensiva, colocar no centro a dignidade da pessoa doente, tutelar o profissionalismo dos agentes de saúde e manter um bom relacionamento com as famílias dos doentes.

Esta relação com a pessoa doente encontra uma fonte inesgotável de motivações e energias precisamente na caridade de Cristo, como demonstra o testemunho milenar de homens e mulheres que se santificaram servindo os enfermos. Efetivamente, do mistério da morte e ressurreição de Cristo brota aquele amor que é capaz de dar sentido pleno, tanto à condição do doente, como à da pessoa que dele cuida. Assim o atesta muitas vezes o Evangelho quando mostra que as curas realizadas por Jesus nunca são gestos mágicos, mas fruto de um encontro, uma relação interpessoal, em que ao dom de Deus, oferecido por Jesus, corresponde a fé de quem o acolhe, como se resume nesta frase que Jesus repete com frequência: “Foi a tua fé que te salvou”.

5. Queridos irmãos e irmãs, o mandamento do amor, que Jesus deixou aos seus discípulos, encontra uma realização concreta também no relacionamento com os doentes. Uma sociedade é tanto mais humana quanto melhor souber cuidar dos seus membros frágeis e atribulados e o fizer com uma eficiência animada por amor fraterno. Tendamos para esta meta, procurando que ninguém fique sozinho, nem se sinta excluído e abandonado.

Confio todas as pessoas doentes, os agentes de saúde e quantos se prodigalizam junto aos que sofrem, a Maria, Mãe de Misericórdia e Saúde dos Enfermos. Que Ela, da Gruta de Lurdes e dos seus inumeráveis santuários espalhados por todo o mundo, sustente a nossa fé e a nossa esperança e nos ajude a cuidar uns dos outros com amor fraterno. A todos e cada um concedo, de coração, a minha bênção.

Roma, em São João de Latrão, a 20 de dezembro de 2020, IV Domingo de Advento.
Francisco

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